sábado, 18 de julho de 2009

E Deus tem favoritos?

Estamos diante de um grande desafio como ministros de louvor na casa do Senhor Jesus. Somos desafiados todos os dias a mantermos um relacionamento profundo com o Deus a quem dizemos adorar.

É bem verdade que os dias são cada vez mais propícios ao distanciamento das pessoas no que diz respeito ao que é espiritual. Todos estão envolvidos na racionalidade do trabalho, dos estudos, do lazer, da busca pelo futuro melhor. Mas que futuro é esse?

Como ministros adoradores deveríamos ser mais espiritualistas do que materialistas. Deveríamos ser os primeiros a buscar o reino de Deus, o qual é eterno, e não o reino deste mundo, que é como um sopro e num instante passa.

Léia ou Lia, como queiram chamar, pode nos ensinar com suas características como não ser alguém favorito de Deus.

Devo dizer que Deus tem sim os seus favoritos, aqueles que se relacionam mais com ele são os que tem o seu favoritismo. Ele prefere falar com estes, revelar seus segredos a estes.

Léia era uma jovem que não era feia mas também não era bonita, ela era comum, nada em sua aparência a fazia realmente atraente para ser preferida. Seu serviço também era comum, cuidava da casa como todas de sua época. Léia sabia cumprir muito bem com suas obrigações, porém, nada além disso. A personificação de Léia em nada atrai o olhar de Deus.

Sempre li sobre Léia e achava tudo que a rodeava injusto. Afinal, parecia-me que ela fazia tudo direitinho.Veja, ela não era bonita, foi dada em casamento à um homem que não a queria e sofreu as agruras de ser colocada de lado por toda sua vida. Que injustiça!

Um dia meus olhos foram abertos e agora compreendo que não há injustiças na história de Léia. Ela era comum! Não havia nada nela para chamar a atenção de alguém - a não ser seus olhos. Diz-se que seus olhos eram tenros, fracos, não viam muito bem. Seus olhos não chamaram a atenção por serem vivos ou grandes ou brilhantes, mas por serem fracos.

Muitos de nós somos semelhantes a Léia por conta da trivialidade. Sabemos cumprir bem com o mínimo. Vamos à igreja todo domingo, somos ofertantes, tocamos, cantamos, dançamos, damos até alguns frutos (Léia era fértil, teve filhos, mas filhos de cárater doente). Os “Léias” são até abençoados porque conhecem a legalidade dos princípios bíblicos, eles sabem alguma coisa da palavra. Porém, seus olhos são fracos, não têm visão perfeita, estão preocupados apenas em salvarem-se do inferno, acreditam que isso é suficiente. Eles não tem paixão, disposição, entusiasmo para fazer o nome de Jesus conhecido. Eles são crentes que oram quando necessitam de algo ou quando estão tristes, para aliviar suas dores. Não são valentes, porque sua visão fraca os faz ver apenas o superficial, o natural. Arriscar uma entrega total nem pensar. Preferem o chão aparentemente firme em que estão pisando.

Assemelha-se a Léia aqueles que não procuram incansávelmente sair do comum, não buscam a face de Deus todos os dias sem cessar enquanto o mundo incetiva a busca pelo material, não têm energia suficiente para sair do comodismo espiritual em que se encontram. Trocar horas de sono e alimento por momentos de consagraçao parece-lhe bobagem, muito desgastante pra uma rotina cheia de tarefas seculares.

Olhos abertos ministros! Persigam a visão de santidade já, de conquista, de unção.

É suficiente pra você fazer o que é comum a qualquer cristão? Ter o que qualquer cristão tem?

É satisfatório viver a vida inteira sem jamais viver a realização da totalidade dos planos de Deus pra você?

Seu maior objetivo de vida deve ser a busca pelo favoritismo de Deus por você.

A sós com Ele

O tempo que separamos para estar a sós com Deus em oração e adoração nos diz o tamanho da importância que damos à comunhão com Ele. Para muitos, o excesso de trabalho e compromissos são razões para reduzir ou nem mesmo fazer o seu devocional com Deus. Para Lutero, o grande homem da reforma, trabalho extra era argumento forte para aumentar o tempo investido em oração. Certa vez alguém lhe perguntou a respeito de seus planos para o dia seguinte, e Lutero respondeu: “Trabalho, trabalho, de manhã até a noite. De fato tenho tantas coisas a fazer que vou usar as três primeiras horas do meu dia para ouvir a Deus”.

Adoração pessoal requer autodisciplina. Quanto menos temos o desejo de orar, jejuar, ler a bíblia e meditar nela, mais precisamos exercer disciplina para fazê-los. A adoração pessoal verdadeira transforma a vida porque nos força a assemelhar-nos a Cristo. A falta desse tempo a sós com Deus nos leva a viver independentemente dele. Tratamos Deus como alguém que apenas ouve e nos esquecemos que ele tem interesse em nos falar também. Precisamos nos habituar a sermos orientados por Deus para sermos bem sucedidos em tudo que fizermos.

São João da Cruz, que viveu na Idade Média, declarou: “se um homem não consegue encontrar Deus no silêncio do seu quarto, não conseguirá encontrá-lo em nenhum outro lugar deste mundo”.

A.W. Tozer disse: “Deus fala com o homem que mostra interesse”.

O lugar secreto é onde acontece a adoração pessoal, e nesse momento ele se transforma em santuário porque o nome do Senhor é invocado, adorado e exaltado ali. É o lugar no qual você decide não ouvir o celular, não atender a nenhum compromisso ou pessoa. Esse momento é somente seu e do Senhor e nada mais.

Tiago escreveu: “Chegai-vos a Deus e ele se achegará a vós.” (Tg 4:8)

Jesus garantiu: “Teu pai que vê em secreto te recompensará.” (Mt 6:6b). Há recompensa para quem diligentemente se apresenta no lugar secreto.

Intimidade é possível porque há convites da parte do próprio Deus. Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos , então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.(II Cr 7:14)

A atitude de busca pela intimidade é tudo o que Deus quer para nos transformar em verdadeiros adoradores.

MINISTRANDO

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Louvor