quinta-feira, 15 de maio de 2008

SART - Síndrome do artista - Joubert Andrade

Com os novos tempos e o movimento Gospel, assim como a renovação espiritual e a revolução musical, ocorrida no mundo evangélico, ressurgiu mais uma doença nas Igrejas: A Síndrome do Artista. É uma doença muito contagiosa que se alastra nos bastidores dos ministérios, principalmente no de Louvor, e acaba contaminando outros segmentos também. Não tem nada de novo, vem desde o princípio da humanidade, antes mesmo de havermos sido criados. Descende do diabo e, com a inserção do pecado na vida do homem, acabou fazendo parte da genética humana.
Atenção para os sintomas da doença. Assim se comporta um doente de SART:

¯ Vontade extrema de aparecer mais do que os outros. Se toca algum instrumento ele deve estar com o volume mais alto em relação aos outros; se canta, o microfone tem de ser o melhor e estar bem mais alto que os outros;
¯ Inchaço no peito e vermelhidão na testa toda vez que recebe um elogio por menor que seja;
¯ Má vontade de se apresentar em cultos onde não há pelo menos 100 pessoas, afinal, gastar tanto talento com tão pouca gente é um desperdício;
¯ Sentimento de desprezo pelo trabalho dos outros; só é bom o que o doente faz;
¯ Falta de consciência espiritual. O doente de SART geralmente não se incomoda de ministrar estando em situação de pecado. “Ora bolas, eu sou um artista, não tenho obrigação de ser santo ! ”, diz ele;
¯ Nos ensaios e ministrações, sempre dá um jeitinho de inventar um “pitchí” pra mostrar que é artista;
¯ Não precisa ensaiar nem treinar nada, afinal, o talento do artista já está no sangue;
¯ Anseio ardente de criticar quem está na frente fazendo alguma coisa; chega a sentir coceira nos lábios, a língua chicoteia na cavidade bucal e o doente acaba criticando mesmo;
¯ Aceita convites apenas para cantar ou tocar, qualquer outro serviço como ajudar a arrumar alguma coisa, ajudar na cantina, etc, fica para os outros, pois isto não é coisa de artista;
¯ Sempre critica a liderança, pois o doente tem certeza de que, se estivesse no lugar do líder, faria mil vezes melhor;
¯ Não ajuda aos iniciantes, pelo contrário, exige distância deles.

Quem percebe algum dos sintomas acima deve urgentemente buscar medicação. O tratamento é feito, primeiramente, à base de arrependimento, confissão e conversão. Depois disto, é preciso o uso diário de oração e leitura da palavra quantas vezes for possível durante o dia, e, se fizer de madrugada, melhor ainda. Em pouco tempo de tratamento o doente já pode perceber sinais de melhora, a tendência é a cura completa. Entretanto, infelizmente, há grande possibilidade de recaída, caso haja relaxamento na medicação. Se isto acontecer o melhor mesmo é começar tudo de novo.

JOUBERT ANDRADE

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