Deuteronômio 17:1
Ao Senhor teu Deus não sacrificarás boi ou ovelha em que haja defeito ou qualquer deformidade;
pois isso é abominação ao senhor teu Deus.
Há sempre uma distância entre o nível das nossas ações e o nível excelente para essas mesmas ações. Nossa preocupação deve ser de reduzir ao máximo essa distância. Tudo quanto produzimos, na obra de Deus, deve ser marcado pela busca da excelência em detrimento da pressa, da falta de esforço, do desleixo. Ocorre que, no ambiente de Igreja, geralmente, somos levados a fazer as coisas de qualquer forma, por simples obrigação, por “medo dos castigos de Deus”, para representar cena ao pastor ou a algum líder, enfim, deixamos de fazer o melhor e apresentamos ao Senhor uma coisa qualquer.
A relação do crente com Deus pode ser demonstrada também por meio de ofertas. Quando alguém muito querido vem à nossa casa, certamente nos esforçamos para oferecer o melhor de nossas acomodações, de nossa comida e atenção. Se, contudo, é um desconhecido ou um não muito amigo, oferecemos algo simples e rapidamente damos a entender o nosso pouco interesse pela visita. O que oferecemos ao Senhor é reflexo da importância de sua presença para nós. No caso do povo de Israel, muito embora houvesse uma ordem de perfeição, as pessoas começaram a oferecer a Deus sacrifícios de animais defeituosos ou acidentados, a ponto de Ele rejeitar totalmente essas ofertas (Isaías 1:11). Na verdade a proposta de Deus não era receber os sacrifícios. A Ele pouco importava o cheiro da queima dos holocaustos. Sua vontade era de que as ofertas fossem um sinal de arrependimento e zelo por Sua presença. Com as atitudes daquelas pessoas, Deus começou a se sentir um estranho, um visitante mal querido, enfim, alguém que não merecia o melhor. Certamente é o mesmo que Ele sente hoje quando trazemos ofertas defeituosas ao altar. Ministramos, mas não o melhor, porque estamos tristes, preocupados ou insatisfeitos com alguma coisa. Adoramos, mas buscando ajuda para resolver nossas questões. Cantamos, porém, são apenas lábios que se mexem, o coração está frio, não bate pela presença de Deus. Pedimos perdão, mas não estamos dispostos ao arrependimento, queremos apenas tirar o peso da consciência. Essa sucessão de sacrifícios defeituosos provoca a ira ao coração de Deus. Fazer as coisas “mais ou menos” é agir de maneira morna, e já sabemos bem o que Ele faz com aquele que é morno!. Melhor é não fazer de jeito nenhum do que fazer com preguiça ou sem esforço. Melhor é não aceitarmos o desafio se não estivermos dispostos às dores do compromisso.
O Salmista Davi tinha uma visão de excelência. Ele jamais entregaria ao seu amado Deus uma coisa inútil, velha ou defeituosa. Sempre oferecia o melhor. Quando trouxe a arca para Sião, vestiu roupas sacerdotais, a cada seis passos fazia um sacrifício e dançava com todas as suas forças diante do seu Deus (II Samuel 6). Foi ele mesmo quem perguntou:”... que darei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito” (Salmos 116:2). Davi também certa vez declarou:”...não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada” (II Samuel 24:24). É assim a verdadeira adoração: uma relação de intimidade, de respeito, de amor acima de tudo. Como nos sentiríamos se nossas bênçãos viessem sempre com defeito? Será que continuaríamos servindo a Deus sabendo que tudo o que ele nos dá são sobras? Se não queremos os restos não devemos também oferecê-los ao Senhor. Finalmente, é tempo de reconhecermos o valor da excelência das nossas obras. Ser excelente é entregar o melhor, é fazer o melhor possível. Talvez o preço do presente seja mais caro, porém, quando é para alguém ao qual amamos, damos sem pena, com alegria e satisfação. Sejam assim os nossos atos na obra do Senhor. Tenhamos consciência de haver sempre algo melhor a ser feito. Busquemos cada dia mais a excelência do nosso Chamado.
JOUBERT ANDRADE
quinta-feira, 15 de maio de 2008
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