Conta-se de um homem que resolveu fazer uma grande viagem caminhando. Pensando em reunir tudo que lhe seria útil, fez bagagens levando consigo tudo que lhe parecia importante. Começou sua caminhada e, em pouco tempo, percebeu que muito do peso que carregava não era tão importante quanto pensava. Por outro lado, prosseguindo, começou a adquirir outras coisas de valor. Não demorou a reconhecer que deveria tomar uma forte decisão: ir deixando pelo caminha suas coisas da primeira bagagem para dar lugar a outras novas mais leves, ou rejeitar qualquer objeto novo por amor às coisas velhas e continuar carregando aquele cansativo peso. Cinco anos depois, chegando ao seu destino, alguém lhe pergunta: E aí, o que trouxeste da viagem, caro amigo? Muito tranqüilo, de semblante renovado, o homem respondeu: Trouxe comigo apenas um espelho, ela não pesa e ainda me diz todos os dias como está a minha cara.
Olhe na sua casa e veja quantos “cacarecos” existem lá. Coisas velhas, objetos sem nenhuma utilidade. Mas, tão logo alguém diga que vai joga-los fora, você logo grita: Não joga fora porque eu preciso! Na nossa vida cristã, nossa casa espiritual, é assim também. Nessa tão dura caminhada estamos sempre preocupados em conservar bagagens, pesos, objetos inúteis, que só ocupam espaço e ainda nos atrapalham de prosseguir com liberdade e desenvoltura. São conceitos, “achismos”, crendices e tradições que não nos levam a lugar nenhum pois nada têm a ver com a obra, mas que fazem uma grande diferença negativa dentro, por exemplo, de um ministério de louvor com tantas responsabilidades como o nosso Chamado.
São essas “malas” que acabam dividindo o grupo, causando constrangimentos e dificultando nossa viagem. Somos, muitas vezes, mais apegados ao nosso peso do que ao nosso irmão. E, ainda, temos o desrespeito de achar que os outros são obrigados a nos ajudarem a levar os nossos “bagulhos”. É tempo de avançarmos, buscando sempre a renovação diária do Espírito Santo. Esta renovação vem quando nos olhamos todos os dias no espelho da palavra, somente lá vemos verdadeiramente como está a nossa “cara” diante de Deus e daqueles que estão ao nosso redor. A Bíblia é, basicamente, a expressão fidedigna da vontade do Senhor para nós, e, percorrendo os trilhos desta vontade, certamente chegaremos ao destino certo. Chegando lá, nos perguntarão: O que trouxeste da viagem? Diremos com semblante renovado: Escondi a tua palavra no meu coração...
JOUBERT ANDRADE
quinta-feira, 15 de maio de 2008
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Louvor

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